segunda-feira, janeiro 28, 2008

Destruição da Amazônia assusta o Brasil

23/01/2008
O Brasil perde muitas riquezas quando desmata a Amazônia

Não é mais de 10% o crescimento da destruição da floresta amazônica no período de 2007 a 2008, conforme a Kaxiana alertou há uma semana em manchete, com base em alerta de técnicos do Instituto Nacional de Pesquisa Especiais (Inpe). Os técnicos revelaram que as imagens de satélite indicavam uma derrubada média de mil quilômetros quadrados por mês durante o último trimestre de 2007, o que resultaria numa projeção de aumento de 10% entre os períodos 2006-2007 e 2007-2008.
Nesta quarta-feira, dia 23, no entanto, foi a própria ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que correu ao Palácio do Planalto para avisar ao presidente Lula que as notícias sobre a destruição da maior floresta tropical do planeta são muito piores e mais graves do que as divulgadas pelos técnicos do Inpe. O alarme da ministra levou o presidente a convocar para esta quinta-feira, dia 24, uma reunião de emergência com os ministros da Casa Civil, da Defesa, da Justiça e da Agricultura, além da própria Marina Silva.
A ministra do meio Ambiente foi manchete para as manchetes dos jornais nesta quarta ao alertar que houve na Amazônia, em novembro e dezembro, um “desmatamento nunca visto”. Segundo os dados levantados por satélite nos últimos meses, se nada for feito para conter a devastação, o desmatamento, no período 2007-2008, poderá chegar a 15.000 km2. O que vai significar 30% a mais que o registrado entre 2006-2007. Esta seria a primeira alta do índice desde 2004, quando houve aumento de 8% na área desmatada, e representará uma superfície de mata perdida praticamente igual à de 2006.
Segundo divulgou a Agência Estado, a tendência de alta já havia sido detectada em meados do ano passado, quando foi registrada uma aceleração da devastação entre os meses de julho e setembro na comparação com o mesmo período de 2006. Os dados apresentados pela ministra têm como base o sistema de satélite Deter que, para ser mais rápido, registra apenas parte do que é desmatado.
Ainda de acordo com a agência de notícias paulista, levando em conta os dados históricos, estima-se que a área cortada na floresta amazônica possa chegar a 7.000 km2 entre agosto e dezembro de 2007. Em nota, o Ministério do Meio Ambiente assinala que o mais preocupante é o registro de áreas desmatadas nos meses de novembro e dezembro, o que é considerado atípico. “É um comportamento completamente novo e muito preocupante", disse o secretário-executivo do ministério, João Paulo Capobianco, em nota divulgada pelo governo.
O Ministério do Meio Ambiente também alertou ao presidente Lula e à nação que o aumento do preço das commodities também pode ter agravado o quadro da destruição florestal. De acordo com a ministra Marina Silva, as atividades típicas dos estados que mais desmataram - Mato Grosso, Pará e Rondônia - são a pecuária e a soja, que registraram, coincidentemente, aumento de preços. São Felix do Xingu e Cumaru do Norte, ambos no Pará, e Colmiza, em Mato Grosso, lideram o ranking dos municípios campeões de desmatamento na Amazônia.
Kaxiana Agência de notícias

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