Pesquisadores da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, analisaram campos de capim em 10 fazendas americanas por cinco anos. E chegaram à conclusão de que produzir etanol a partir de capim é totalmente viável. Biocombustíveis feitos a partir de gramíneas, resíduos de plantações e de madeira poderiam suprir 30% do consumo atual de petróleo. O artigo foi publicado na edição desta semana do periódico científico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS). Rob Mitchell e Marty Schmer (à esquerda e à direita na foto ao lado) e Richard Perrin afirmam que o capim leva vantagem em relação a outras fontes de biocombustíveis, como o milho, principal matriz do etanol nos Estados Unidos, e a cana-de-açúcar, de onde vem o combustível verde tupiniquim. O capim não compete com a produção de comida, evitando o aumento do preço dos grãos e do açúcar. Plantações de capim também não precisam de tantos cuidados quanto às demais culturas e, por isso, gastam menos energia para serem cultivadas. Segundo os cálculos dos autores, biocombustíveis de capim produzem 500% mais de energia renovável do que a energia gasta em sua produção. E emitem 94% menos gases causadores do efeito estufa do que a gasolina. Além disso, o capim ajuda a conservar o solo ao prevenir erosões.Época/Marcela Buscato

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