Nesta segunda-feira, 2 de junho, foi comemorado o “Dia de Jerusalém”.Para os judeus, a capital do reino de David , que conquistou Jerusalém há mais de 3000 anos, abriga as ruínas do templo do Rei Salomão , considerado o local mais sagrado do judaísmo. Segundo a tradição judaica, foi deste local que o Criador coletou o pó da terra para fazer surgir o primeiro ser humano : Adão. Foi, também, onde seu filho Caim matou por inveja seu irmão Abel . O local também foi palco de uma das mais importantes passagens bíblicas que relata a lealdade do patriarca Abraão a Deus, quando levou seu filho Isaac para sacrificá-lo em louvor ao Senhor.Na população atual da cidade encontramos uma acentuada predominância judaica, que totaliza 480 mil pessoas , seguidos dos muçulmanos com 200 mil e 16 mil cristãos. Ao longo de três milênios, os judeus foram o único povo a considerar esta cidade como sua capital política e espiritual. Mesmo durante os 2000 anos de exílio judaico, sempre existiram grupos de seguidores das leis mosaicas morando em Jerusalém.Para comprovar textualmente a importância de Jerusalém para os judeus, comparada com as co-irmãs monoteístas, basta contar as 657 vezes em que é citada no Testamento Original, 154 vezes no Novo Testamento, e sem menção no Corão.Independentemente à notória prevalência judaica nas raízes desta sagrada cidade, cabe às três religiões o mesmo direito de livre acesso e de auto-administração de seus locais sagrados, seguindo rigorosamente os ditames de suas crenças.Vale lembrar que, até julho de l967 quando a Cidade Velha foi liberada do domínio jordaniano durante a Guerra dos Seis Dias, os locais sagrados para os judeus como o Muro das Lamentações, encontravam-se em péssimas condições de manutenção e proibido o acesso de israelenses à estes locais. Até sanitários existiam defronte às ruínas do Grande Templo de Salomão. Uma verdadeira profanação.Todos os locais sagrados estão situados na Cidade Velha de Jerusalém que, atualmente, representa menos de 1% da área total da cidade. A proposta de dividir ou internacionalizar a cidade é, portanto, absolutamente desnecessária e inaceitável para o povo de Israel, que ali mantêm sua capital há 60 anos, e que vem garantindo o livre acesso e a ordem interna a todas as religiões.A importância desta cidade para o povo judeu já era cantada nos Salmos de David que dizem: “Se eu te esquecer, Jerusalém, que minha mão direita esqueça sua perícia”.Indiscutivelmente a Cidade Velha de Jerusalém, pela sua história de fé e devoção - conta hoje com mais de 2 bilhões de seguidores em todo mundo - pertence a todos os povos amantes da paz, e deve permanecer eternamente sob a custódia dos que sabem preservá-la : os descendentes do Rei David.Notícias da Rua Judaica /Osias Wurman Jornalista

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